Poluição Estrogênica

POLUIÇÃO ESTROGÊNICA

Justamente quando a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) dita clássica vem passando por um reexame quanto a seus riscos e benefícios, retoma força um assunto pouco difundido entre médicos e leigos.
Nas últimas décadas, principalmente no pós-guerra, a Indústria Química vem lançando no mercado um número cada vez maior de substâncias sintéticas, numa velocidade que torna impossível o estudo correto de suas conseqüências a médio e longo prazo tanto sobre o ser humano e sua prole, quanto sobre o meio ambiente. Muitas delas não têm nem antídoto conhecido e muitas são mimetizadoras hormonais. Algumas imitam o estrógeno (hormônio feminino), mas outras interferem em outras partes do sistema endócrino, como o metabolismo da testosterona e da tireóide.
Elas espreitam a nós e a nossos filhos nos agrotóxicos, assim como nos agentes químicos industriais conhecidos como PCBs (usados em transformadores elétricos e muitos outros produtos) e nas dioxinas (produzidas durante a fabricação de certos agentes químicos que contêm cloro, como agrotóxicos ou produtos para conservar madeira, assim como durante o branqueamento do papel, queima de lixo contendo plásticos e papel e queima de combustíveis fósseis). Também são liberados da maioria dos plásticos e estão presentes na maioria os produtos cosméticos, incluindo shampoo e condicionador (é o caso dos parabenos).
São adicionados à ração dos frangos, do gado e dos porcos. A maconha também contém substância estrogênica e tem causado ginecomastia (aumento das mamas) entre homens.
Apesar de os detergentes não-biodegradáveis não serem intrinsecamente estrogênicos, certas bactérias encontradas no corpo de animais, no ambiente ou em instalações de tratamento de esgoto degradam-nos, criando agentes químicos que imitam os estrogênios.
Tratam-se de substâncias lipossolúveis, a maioria delas persistentes (que resistem à decomposição), e que, jogadas no meio ambiente, acabam se concentrando no tecido gorduroso dos animais. E essa concentração é exponencialmente maior à medida que se sobe na cadeia alimentar (pode ser 25 milhões de vezes maior em um predador do topo da cadeia do que na água que o cerca). E o homem não é um predador de topo de cadeia? Estes venenos estão em altas concentrações na gordura e no sangue de seres humanos e no leite materno. Além disso, ultrapassam a barreira placentária (venenos hereditários).
Esse mar de poluentes está aumentando a incidência de várias doenças como: câncer de mama, de útero, de próstata, de testículo; miomas e pólipos uterinos; tensão pré-menstrual (TPM); obesidade; hipotireoidismo; diabetes II; depressão, irritabilidade, ansiedade, agressividade; baixa imunidade; cálculos de vesícula biliar; varizes e hemorróidas; dores de cabeça; irregularidades menstruais; acne; hipertensão arterial; doenças auto-imunes, etc.
Mas o mais grave é que a taxa de fertilidade masculina está baixando 2% ao ano (20% por década), colocando em cheque até a perpetuação da raça humana neste planeta.
Os governos estão conscientes do problema; os cientistas também. Poucos médicos brasileiros sabem desta poluição e o povo é mantido no mais completo desconhecimento, pois as soluções envolvem multinacionais e não são do interesse dos poderosos.
Pensem nisso e procurem se informar. Recomendo o livro “O Futuro Roubado” – Theo Colborn – Editora LPM. Depois, tenham coragem para mudar e tomem alguma atitude. Defendam seus filhos e netos e o futuro da Humanidade.
Recomendo também o site: www.nossofuturoroubado.com.br e o vídeo “Agressão ao Homem” no www.YouTube.com (feito pela BBC de Londres).
Dra. Scheyla Ervis Ceroni –CREMERS 11063

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